Pagar contribuições em atraso pode aumentar o tempo de contribuição e até permitir a concessão de aposentadorias mais rapidamente. No entanto, o INSS possui regras rígidas sobre quando os atrasos são aceitos e quando não podem ser contabilizados. Por isso, é fundamental entender as regras antes de realizar qualquer pagamento.
O contribuinte individual (autônomo) pode pagar contribuições atrasadas sem necessidade de comprovação até cinco anos atrás. Para períodos mais antigos, o INSS exige provas materiais da atividade profissional, como recibos, contratos, notas fiscais, declarações de imposto de renda e outros documentos.
Já o segurado facultativo não pode pagar atrasado períodos antigos. Contribuições retroativas de facultativos só são aceitas se o atraso for inferior a seis meses. Após esse prazo, o INSS desconsidera o pagamento.
Outro ponto importante é que contribuições pagas após a perda da qualidade de segurado não contam para carência, sendo consideradas apenas para tempo de contribuição.
Em muitos casos, pagar atrasados pode gerar valores altos devido à cobrança de juros e multa. Portanto, simulações são essenciais para verificar se o pagamento compensa.
Profissionais que trabalharam informalmente também podem tentar regularizar períodos antigos, desde que apresentem provas suficientes da atividade.
A decisão deve ser tomada com base em cálculo previdenciário, pois nem sempre pagar retroativos resulta no benefício mais vantajoso.
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